Um documento com um selo ao lado de um registo aberto

Em agosto cai um ramo sobre um avançado. Uma criança cai do escorrega num piso compactado há três épocas. Um hóspede mete o pé num buraco no caminho dos sanitários. Nos três casos a pergunta que vem depois não é para o senhor, é para o seu segurador: a instalação era verificada com regularidade, e consegue prová-lo. As árvores e os parques infantis no parque de campismo estão abrangidos pelo seu dever de vigilância, e o que faz a diferença num processo não é a qualidade da manutenção mas o seu rasto escrito.

Porque é o senhor que responde

O Código Civil estabelece a responsabilidade de quem tem a seu cargo a vigilância de coisas, e a obrigação de quem causa dano a outrem de o indemnizar. Em concreto, quem tem o encargo da vigilância de uma coisa responde pelos danos que ela cause, salvo se provar que nenhuma culpa houve da sua parte ou que os danos se teriam produzido ainda que não houvesse culpa.

É essa última parte que explica tudo o que vem a seguir. A lei dá-lhe a possibilidade de demonstrar que fez o que devia, e essa demonstração só existe se estiver escrita. Um parque que verifica tudo e não regista nada está, para este efeito, na mesma situação de um parque que não verifica nada.

Árvores: o maior risco do terreno

O arvoredo antigo é a razão pela qual os hóspedes o escolhem, e o maior risco unitário do parque. Um pinhal com cinquenta anos sobre alvéolos ocupados por tendas é uma situação que exige acompanhamento, não boa vontade.

A boa prática é uma avaliação por técnico com competência em arboricultura, seguida de verificações visuais regulares por pessoa formada, com uma periodicidade que depende da idade, do estado e da localização de cada árvore. Num parque de campismo a hierarquia é evidente: primeiro as árvores sobre alvéolos, caminhos, parque infantil e bungalows, depois as restantes. Em caso de dúvida segue-se uma avaliação mais aprofundada, se necessário com equipamento.

Numere as árvores, passe os números para uma planta simples, e peça um relatório escrito com a data, o diagnóstico e a recomendação para cada exemplar. E execute as recomendações. Um relatório com recomendações não cumpridas é pior, num sinistro, do que não ter relatório, porque prova que sabia.

Verifique antes de cortar se é necessária autorização. O corte de árvores pode estar sujeito a comunicação ou autorização, em especial no caso de sobreiros e azinheiras, que têm proteção legal própria, e dentro de áreas protegidas ou de perímetros florestais podem aplicar-se regras adicionais. Um corte feito sem confirmar sai mais caro do que o ramo que retirou.

Parques infantis: três níveis de verificação

Os espaços de jogo e recreio têm regime próprio de segurança, com requisitos para os equipamentos, para as superfícies de impacto e para a manutenção, e com a entidade responsável obrigada a assegurar as inspeções e a conservação. Confirme com a câmara municipal e com o projetista o que se aplica ao seu espaço, porque disso depende a documentação que lhe vão pedir.

Na prática, os gestores organizam as verificações em três níveis, apoiando-se nas normas técnicas aplicáveis aos equipamentos e aos pisos:

Mantenha um registo único, com uma linha por verificação, a data, o nome de quem a fez, a anomalia encontrada e a data em que foi resolvida. Um registo vazio é exatamente o que faz perder um processo.

Pense também nos equipamentos que oficialmente não são parque infantil: o balanço junto ao mato, o slide improvisado, o trampolim antigo. Se está no terreno e as crianças o usam, conta. Ou entra no plano de verificação, ou é desmontado.

Caminhos, iluminação e o inverno

A parte menos vistosa é a que produz mais pequenos sinistros. Percorra o terreno duas vezes por ano com um bloco e anote buracos, raízes salientes, lajes soltas, tampas de caixa abatidas, luminárias avariadas e degraus sem marcação. A iluminação não é conforto: faz parte da segurança dos percursos, em especial até aos sanitários.

Se o parque fica aberto no inverno ou tem alveolistas anuais a usar o terreno, defina por escrito que caminhos são mantidos, em que horário, por quem, e registe cada intervenção. As zonas que não mantém, feche-as efetivamente e sinalize-as. Uma fita que todos atravessam porque atrás dela fica o atalho não é um fecho.

O que o seguro vai pedir

Prepare uma pasta fina, não cinco dossiês. Dentro ficam a planta com as árvores numeradas e os relatórios de avaliação, o registo do parque infantil com os três níveis, os relatórios das inspeções exigidas, as faturas dos trabalhos executados, o plano de manutenção, os relatórios da instalação elétrica e dos quadros dos alvéolos, e os registos de ocorrências.

Anote as ocorrências na reserva do hóspede envolvido, com a hora, o que se passou e quem atendeu. Em CampSuite a reserva guarda o hóspede e os seus dados, o sinal, as mensagens e a fatura num só sítio, também no telemóvel, por isso a nota de um domingo à noite ainda se encontra em março. Veja o funcionamento em funcionalidades e o que custa na página de preços.

Lista para o outono

Nenhum destes pontos é caro. O que é caro é a prova que falta no dia em que é pedida, e essa prova é sempre a mesma: uma data, um nome e uma anomalia resolvida. Reserve outubro para a construir, enquanto o terreno está vazio. Se quiser ter reservas, hóspedes e notas num só sítio, veja as soluções para glamping ou fale connosco.