O parque tem oitenta alvéolos e enche em agosto, mas em maio e em outubro está a um terço, e as famílias que ligam a perguntar "têm alguma coisa sem ser tenda?" desligam quando ouvem que não. Por todo o país, os bungalows e as unidades de glamping são o que transforma um parque de campismo de dois meses num negócio de sete: dormem quem não tem equipamento, alugam-se à semana e cobram-se a um preço que nenhum alvéolo alcança. Mas exigem uma licença que muitos gerentes descobrem tarde, e um preço que não se fixa a olho. Aqui fica o que a lei pede em Portugal, como calcular o preço por noite e por semana, e como vender as unidades sem sobrelotar.
O que a lei exige para ter alojamento fixo no parque
Em Portugal, os parques de campismo e de caravanismo são uma tipologia de empreendimento turístico, regulada pelo Decreto-Lei 39/2008 e pela portaria que fixa os requisitos dos parques. Um parque licenciado como tal pode ter, além dos alvéolos, instalações de alojamento complementar: bungalows, casas móveis, tendas fixas e outras unidades. A portaria limita a área e a proporção do parque que estas instalações podem ocupar, e é esse limite que decide quantas unidades pode ter antes de o parque deixar de ser um parque.
Na prática, o caminho passa por três balcões:
- A câmara municipal, que emite o título que permite a instalação e a utilização das unidades. Uma tenda de glamping sobre um estrado com casa de banho é, para a câmara, uma construção; uma casa móvel sobre rodas pode ser tratada de outra forma. Pergunte antes de encomendar, não depois de montar.
- O Turismo de Portugal, onde o parque está inscrito no Registo Nacional dos Empreendimentos Turísticos, e onde a alteração da capacidade e das instalações tem de ser comunicada.
- O PDM (Plano Diretor Municipal) e, se o parque estiver em zona protegida ou em área florestal, as entidades que tutelam essas zonas. As restrições de defesa da floresta contra incêndios podem condicionar a distância entre unidades e a gestão da vegetação.
Cada câmara aplica isto à sua maneira. Guarde por escrito o que lhe disserem e quem o disse. A pior situação é ter dez bungalows a render e uma notificação a mandar parar.
Bungalow, casa móvel ou tenda: o que escolher
Três formatos, três investimentos, três clientes:
- O bungalow de madeira, com cozinha e casa de banho, é o mais caro de instalar e o que rende mais meses, porque tem aquecimento e vende-se de março a novembro. Cliente: famílias e casais sem equipamento, fins de semana prolongados e semanas de verão.
- A casa móvel (mobile home) custa menos, chega montada e, por estar sobre rodas, é muitas vezes mais fácil de licenciar. Cliente: o mesmo do bungalow, com estadias mais longas em julho e agosto.
- A tenda de glamping (safari, sino, cúpula) é o investimento mais baixo e o que mais aparece nas redes sociais. Vende-se sobretudo de maio a setembro e exige limpeza e reposição diárias. Cliente: casais, viajantes de fim de semana, quem quer a fotografia.
Comece pelo formato que casa com a época que quer alargar. Se o problema é maio e outubro, o bungalow com aquecimento resolve; se é a ocupação de semana em julho, a casa móvel chega; se é atrair um público novo, a tenda de glamping faz mais pela imagem do parque do que qualquer campanha.
Preço por noite e por semana
O preço de um bungalow não se copia do parque ao lado. Calcule-o a partir dos seus números:
- O custo de cada unidade por noite disponível: investimento dividido pelos anos de vida útil, mais seguro, manutenção, limpeza, roupa de cama, água e eletricidade, tudo dividido pelas noites em que a unidade está aberta.
- A ocupação realista por mês: 90 por cento em agosto não paga uma unidade que está a 20 por cento em maio. Trabalhe com a média do ano.
- Três épocas de preço, não sete: baixa, média e alta, com datas claras que incluam a Páscoa, os feriados de junho e as semanas de agosto.
- Preço por semana em época alta, com entrada ao sábado, e preço por noite no resto do ano com mínimo de duas noites. É assim que se enche sem deixar buracos de uma noite entre reservas.
- Extras à parte: roupa de cama, limpeza final, animais, cama extra. Um preço base mais baixo e extras claros vende melhor do que um preço alto "tudo incluído".
Ao preço acresce o IVA à taxa reduzida que se aplica ao alojamento nos empreendimentos turísticos, e a taxa municipal turística nas câmaras que a cobram, sempre em linha separada na fatura. Confirme com o contabilista o que entra na taxa reduzida e o que fica de fora, porque a resposta muda conforme os extras.
Vender as unidades sem sobrelotar
Dez bungalows vendidos pelo site, pelo telefone e por dois portais são a receita clássica para uma família chegar ao sábado e encontrar a unidade ocupada. Para o evitar:
- Um único planning onde entrem todas as reservas, dos alvéolos e das unidades fixas, incluindo as que se anotam ao telefone.
- Cada tipo de unidade com o seu preço e a sua época, e não um preço "bungalow" para unidades que não são iguais.
- Sinal cobrado com cartão na reserva, porque uma semana de bungalow anulada em julho custa mais do que um alvéolo, e saldo à chegada.
- Portais de reservas com uma quota pequena e fixa para as unidades fixas, e o site do parque com todas as datas ao melhor preço.
O CampSuite lista alvéolos, bungalows e glamping no mesmo planning, cada um com o seu preço, aceita as reservas online e as que a receção anota no mesmo sítio para que uma unidade nunca seja oferecida duas vezes, e cobra o sinal e o saldo com cartão. Cada reserva guarda os hóspedes com os seus dados, o sinal e as mensagens num só lugar, no telemóvel, e as faturas e recibos saem da mesma reserva. Na página das soluções para bungalows e glamping vê como isto se organiza num parque que mistura alvéolos e unidades fixas.
Lista de verificação antes de encomendar a primeira unidade
- Limite de área e de proporção para alojamento complementar confirmado na portaria e com a câmara.
- Título da câmara para instalação e utilização das unidades, por escrito.
- Alteração de capacidade comunicada ao Turismo de Portugal e ao registo do parque.
- Restrições do PDM e de defesa da floresta verificadas para o local das unidades.
- Formato escolhido pela época que quer alargar, não pela fotografia.
- Custo por noite disponível calculado e três épocas de preço definidas.
- Preço à semana em época alta, mínimo de noites no resto do ano, extras à parte.
- IVA e taxa turística confirmados com o contabilista e separados na fatura.
- Um único planning para alvéolos e unidades, sinal com cartão na reserva.
- Seguro do parque atualizado com as novas unidades.
Com isto, a família que liga em maio tem uma resposta, uma unidade licenciada e um preço que foi calculado, e o parque tem sete meses de época em vez de dois. O CampSuite chega a Portugal nas próximas semanas; se quiser vê-lo com os alvéolos e os bungalows do seu parque, deixe-nos os seus dados e avisamos assim que puder abrir a sua conta.