A primeira semana de setembro esvazia o parque em três dias. A piscina continua aberta, o bar continua aceso, há duas pessoas de serviço e vinte alvéolos ocupados em cento e oitenta. Os custos fixos não desceram com as partidas, e daqui até ao fim do ano cada dia aberto é uma decisão económica. A época baixa no parque de campismo não se enche com um desconto geral: enche-se mudando com quem se fala, por quantas noites e com que serviços ligados. Este artigo põe as alavancas por ordem do que realmente rendem.
Primeiro: quanto custa estar aberto
Antes de mexer nos preços, calcule o custo de um dia aberto fora de época: pessoal, energia, água, piscina se ficar aberta, limpezas, manutenção, bar. Depois calcule quantos alvéolos precisa de vender para o cobrir. Esse número é a sua referência, e é o único dado que torna sensata qualquer decisão seguinte.
Muitas vezes a conclusão é que o parque só compensa aberto se desligar parte dos serviços. Um bloco de sanitários em vez de três, a piscina fechada a partir de meados de setembro, o bar aberto só ao fim de semana: a abertura parcial não é uma desistência, é o que permite chegar a dezembro com margem em vez de prejuízo.
Comunique bem o que está fechado, no site e na confirmação. Um hóspede que sabe de antemão que a piscina está fechada não deixa uma avaliação negativa; quem descobre à chegada deixa.
Em outubro fala com pessoas diferentes
O público de agosto e o de novembro não se parecem, e usar a mesma mensagem para os dois é o erro mais comum.
- Estrangeiros do norte da Europa: alemães, holandeses, franceses e britânicos descem para o sul precisamente quando os portugueses deixam de viajar, e para eles outubro no Algarve ou no litoral alentejano ainda é verão. São o público principal do outono, e são a razão para ter o site e as informações em inglês, e de preferência também em alemão e francês.
- Autocaravanistas: viajam fora de época por opção, decidem com poucos dias de antecedência, querem pontos de descarga e carga a funcionar e eletricidade fiável, gastam pouco em extras mas enchem as noites de meio da semana.
- Casais sem filhos e maiores de sessenta: têm tempo, procuram tranquilidade, viajam a meio da semana e ficam mais noites.
- Quem trabalha à distância: fica duas ou três semanas se encontrar ligação a sério e uma mesa onde trabalhar. Não é um público grande, mas reserva estadias longas em períodos vazios.
- Caminhantes e ciclistas: a Rota Vicentina e os percursos de bicicleta funcionam precisamente quando está fresco. Se o parque está perto de um trajeto, diga-o.
Escolha dois destes públicos, não cinco, e escreva para eles. As fotografias de outubro também não são as de agosto: não a piscina cheia, mas a luz do fim da tarde, o pinhal vazio, a praia sem nada.
Pontes e feriados valem mais do que fins de semana
No outono o calendário conta mais do que o tempo. Os feriados de outubro, novembro e dezembro, e as pontes que lhes ficam ao lado, movem mais reservas do que qualquer promoção.
Olhe agora para o calendário do ano que vem, marque as pontes e trate-as como pequenas épocas altas: mínimo de duas ou três noites, preço diferente do resto da semana, e abertura de reservas com antecedência. O resto da semana é onde faz sentido retirar o mínimo de noites, porque fora de época um mínimo de três noites a meio da semana não protege nada e bloqueia reservas.
Premeie a duração, não baixe o preço
O desconto linear fora de época é a pior alavanca: reduz a receita por noite sem trazer noites, e ensina os habituais a esperar. O que funciona está ligado à duração e ao período.
A mais eficaz é o preço semanal, ou sete noites ao preço de seis, porque transforma uma estadia de três noites numa de sete sem lhe custar limpezas adicionais. Logo depois vem o preço mensal para quem fica de meados de outubro em diante, que ocupa um alvéolo durante quarenta dias com um único check in. E depois as condições de fim de época para autocaravanas, com chegada a meio da semana.
Pense também nos cartões e circuitos pensados para o fora de época, que trazem exatamente o público que lhe interessa em novembro. Avalie a comissão ou o custo de adesão contra o custo de um dia aberto e vazio, e não contra o preço cheio de agosto.
O público que já tem
O canal mais barato de outubro é a lista de hóspedes de julho. Acabaram de ver o parque, sabem como é, e muitos não sabem que está aberto até dezembro.
Uma mensagem no fim de agosto a quem esteve no verão, a dizer quando fecha, o que fica aberto e que condições existem para estadias longas, enche mais noites do que qualquer anúncio pago. O mesmo vale para uma mensagem em janeiro a quem veio fora de época: esse público volta nos mesmos meses.
Para isso bastam duas coisas: ter o endereço de correio eletrónico de cada reserva e ter o consentimento separado para comunicações comerciais. Em CampSuite a reserva guarda os hóspedes e os seus dados, o sinal, as mensagens e os documentos, e os relatórios mostram a ocupação e as receitas por período, que é exatamente a comparação de que precisa entre este outubro e o anterior. Veja como funciona em funcionalidades e o que custa na página de preços.
Lista para a próxima época baixa
- Custo de um dia aberto calculado, e número de alvéolos necessário para o cobrir.
- Decidido o que fica aberto e a partir de que data, comunicado no site e na confirmação.
- Dois públicos escolhidos, com textos e fotografias feitos para eles.
- Site e informações em inglês, e de preferência em alemão e francês.
- Serviços para autocaravanas verificados: descarga, carga, eletricidade, acesso noturno.
- Pontes e feriados do ano seguinte marcados no calendário.
- Mínimo de noites subido nas pontes e retirado a meio da semana.
- Preço semanal e mensal definidos, em vez de um desconto linear.
- Cartões e circuitos de fora de época avaliados contra o custo de um dia vazio.
- Correio eletrónico recolhido em cada reserva, com consentimento separado.
- Mensagem de fim de agosto preparada em julho, em rascunho.
- Ocupação e receitas de outubro e novembro comparadas com o ano anterior.
O outono não se enche a baixar o preço de agosto: enche-se a falar com outras pessoas, com estadias mais longas e com menos serviços ligados. É o trabalho que decide se o ano fecha a zero ou com lucro, e prepara-se agora, enquanto ainda tem os números do verão à mão. Se quiser ver a ocupação por período e ter reservas e hóspedes num só sítio, veja as soluções para autocaravanas ou fale connosco.