Foram-se os últimos hóspedes de setembro, o bloco sanitário cheira a detergente e, pela primeira vez desde a Páscoa, há tempo para olhar para a cancela que range desde julho. O fecho de época de um parque de campismo não são férias: é a semana que decide se a abertura em março corre bem ou começa com um tubo rebentado no bloco B, um termoacumulador partido no bungalow 12 e uma declaração da taxa turística por entregar. Aqui fica o que verificar, por que ordem, e o que convém deixar tratado antes de cortar a água.
Primeiro os papéis, que não esperam pelo frio
O frio ataca a canalização, a administração a conta bancária. Quatro coisas antes de fechar a receção:
- A última declaração da taxa municipal turística, onde exista. A periodicidade está no regulamento da câmara; tire os números das reservas antes de arrumar os papéis, não em fevereiro de cabeça.
- Os boletins de alojamento: comunicações feitas através do SIBA e dados conservados pelo prazo previsto na Lei 23/2007, guardados à chave e não numa gaveta do balcão.
- As dormidas e as receitas da época, para as suas contas e para os inquéritos do INE. De um só sistema sai num minuto; de três cadernos, numa tarde.
- Os sinais recebidos para o ano seguinte, com nome, valor e alvéolo prometido. Em janeiro, quando começarem os telefonemas, vai querer essa lista.
Avise também a seguradora do período de encerramento se a apólice o exigir. Algumas condicionam a cobertura fora de época a rondas de vigilância, água cortada ou alarme. Leia a cláusula em vez de a presumir.
Água, sanitários e legionela
Um bloco sanitário congelado custa o mesmo que um bungalow novo. A ordem é sempre a mesma, de cima para baixo:
- Fechar a entrada geral e abrir todas as torneiras, chuveiros e autoclismos para a rede esvaziar.
- Purgar os pontos baixos: válvulas de purga, termoacumuladores, depósitos, grupo hidropressor, descalcificador.
- Soprar com ar comprimido as condutas enterradas onde a rede o permita, sobretudo nas tomadas de alvéolo mais expostas.
- Pôr anticongelante próprio para instalações sanitárias nos sifões e nas sanitas, para os fechos de água aguentarem sem congelar.
- Deixar as portas interiores abertas e ventilar. A humidade do inverno faz mais estragos do que o frio seco.
E o ponto que um parque não pode tratar a olho: a legionela. A Lei 52/2018 estabeleceu o regime de prevenção e controlo da doença dos legionários, e as instalações com água quente e chuveiros são precisamente as de risco. Precisa da avaliação de risco, do plano e dos registos, e a paragem de inverno e o arranque da primavera fazem parte disso: água morna parada todo o inverno num depósito meio cheio é exatamente o que se quer evitar. Deixe escrito agora o procedimento de arranque de março, com esvaziamento, limpeza, desinfeção e colheita, e confirme com a autoridade de saúde o que é esperado da sua instalação.
Bungalows, casas móveis e alvéolos de época
Um bungalow esquecido em novembro descobre-se em março, com o teto empolado. Faça uma ficha por alojamento e vá assinalando no local, não a partir do escritório:
- Termoacumulador e circuito esvaziados, torneiras abertas, anticongelante em sifões e sanita.
- Frigorífico vazio, descongelado e com a porta encostada.
- Botijas fechadas e desligadas, instalação de gás e detetores verificados.
- Colchões ao alto, têxteis guardados em seco, janelas entreabertas ou desumidificador ligado.
- Cobertura, juntas e clarabóias revistas. Uma junta em outubro custa um décimo de um teto em abril.
- Contador lido e disjuntor desligado, salvo se ficar algo a trabalhar.
Para os clientes de época, deixe por escrito o que fica acessível durante o encerramento, o que é cortado e a partir de quando. Isso pertence ao contrato do alvéolo; este é o momento de reler o seu.
As verificações que só cabem agora
O inverno é a altura de tudo o que não se faz com hóspedes no terreno:
- Instalação elétrica: inspeção periódica por entidade habilitada, incluindo as tomadas de alvéolo, os quadros e os edifícios comuns, com o certificado arquivado. Confirme a periodicidade aplicável à sua instalação.
- Espaços de jogo e recreio: inspeção conforme o regime de segurança aplicável, com verificação de desgaste, fixações e superfícies de impacte, e o registo de manutenção em dia.
- Piscina: invernagem ativa ou passiva, casa das máquinas esvaziada, produtos guardados ao abrigo do frio e separados de qualquer ácido. Aproveite para preparar o que a autoridade de saúde e a câmara pedem para a reabertura.
- Segurança contra incêndio: extintores e bocas de incêndio com manutenção em dia, sinalização revista, plantas de emergência atualizadas.
- Árvores: vistoria depois da queda da folha, madeira morta removida antes de o primeiro temporal a deixar sobre uma caravana. Registe a vistoria, porque a responsabilidade é sua.
Receção fechada, reservas abertas
Enquanto o parque dorme, os hóspedes do ano seguinte reservam. Os pedidos para agosto chegam a partir de novembro, a Páscoa enche em janeiro, e quem responde ao fim de três dias perde a família para o parque do lado. Antes de fechar, deixe a época seguinte publicada: datas, preços, sinal e condições de cancelamento. Se as reservas do site e as que anota ao telefone caírem no mesmo planning, nunca promete um alvéolo duas vezes, e um sinal cobrado com cartão na reserva evita andar atrás de transferências sem referência em fevereiro.
É assim que o CampSuite funciona: cada reserva guarda os hóspedes com os seus dados, o sinal e as mensagens num só sítio, no telemóvel, e a reserva online e o planning da receção são o mesmo. O relatório de dormidas e receitas da época sai de uma vez, o que encurta bastante a declaração da taxa e o fecho de contas. O que o CampSuite não faz é submeter seja o que for no SIBA ou na câmara: tem os dados prontos, o envio é feito por si. Tenha alvéolos, bungalows e glamping ou ambos, a lógica é a mesma.
Lista de fecho de época
- Última declaração da taxa entregue e boletins de alojamento arquivados com o prazo.
- Dormidas e receitas da época retiradas e guardadas.
- Sinais do ano seguinte listados com nome, valor e alvéolo.
- Seguradora informada e cláusulas de encerramento verificadas.
- Rede de água cortada, esvaziada, purgada e sifões protegidos.
- Plano de legionela em dia e procedimento de arranque de março escrito.
- Uma ficha de invernagem assinalada por alojamento.
- Inspeção elétrica, espaços de jogo e vistoria às árvores marcadas e registadas.
- Piscina invernada, casa das máquinas esvaziada, produtos bem guardados.
- Extintores, sinalização e plantas de emergência revistos.
- Época seguinte publicada, com sinal e condições de cancelamento.
- Uma ronda por semana planeada, com um nome à frente.
Um fecho bem feito transforma a abertura de março em abrir a água, ligar o quadro e receber os primeiros hóspedes da Páscoa. Para ver como o CampSuite trata as reservas de inverno e os números da época, veja os preços ou fale connosco.