Um terminal de pagamento no balcão da receção, com um recibo e um telemóvel

Sábado de agosto, fila na receção, e a família do bungalow 12 quer pagar o resto da estadia com cartão. O terminal demora, alguém sugere MB WAY, e no fim do mês chega o extrato com uma linha de comissões que ninguém sabe explicar. Os pagamentos por cartão e por MB WAY são hoje a norma num parque de campismo: sinal online na reserva, saldo à chegada, extras no bar. Aqui fica quanto custam de verdade as comissões, o que a lei portuguesa diz sobre repassá-las ao hóspede, e como organizar os recebimentos para que cada euro fique ligado à sua reserva.

O que pode e o que não pode cobrar ao hóspede

Comecemos pela regra que mais parques desconhecem e que custa reclamações: em Portugal não pode cobrar ao consumidor um encargo pelo facto de ele pagar com cartão. A proibição de cobrar encargos pela utilização de um instrumento de pagamento está prevista na legislação de defesa do consumidor e aplica-se ao seu parque como a qualquer comerciante. Também não pode impor um valor mínimo para aceitar cartão e depois cobrar uma taxa acima disso.

O que pode fazer é decidir que meios aceita e anunciá-lo de forma visível. Não existe uma obrigação geral de aceitar cartão como existe noutros países, mas na prática a questão nem se põe: um hóspede estrangeiro chega sem dinheiro vivo, e recusar cartão custa mais do que a comissão. O numerário continua a ser aceitável, dentro dos limites legais de pagamento em dinheiro e com a fatura ou fatura-recibo de sempre.

Como se decompõe uma comissão

O que o seu prestador cobra não é um número só, são três parcelas, e distingui-las permite negociar a única que é negociável:

Daí uma regra simples: peça o detalhe por tipo de cartão, nunca uma média. Um preço único "tudo incluído" favorece um parque pequeno com muitos pagamentos pequenos e penaliza quem cobra saldos de mil euros em agosto. E veja o resto do contrato: aluguer mensal do terminal, custo fixo por transação, prazo de crédito na conta e preço de uma devolução.

O MB WAY tem as suas próprias condições, diferentes das do terminal físico, tanto para pagamentos na receção por QR como para pagamentos a distância. Peça-as por escrito e compare-as com as do cartão antes de decidir qual oferece primeiro.

Sinal online, saldo à chegada

É no pagamento online que um parque ganha mais tranquilidade, porque o sinal cobrado no momento da reserva transforma um pedido numa reserva a sério. As regras europeias de autenticação forte obrigam, nos pagamentos online, a uma confirmação adicional, normalmente na aplicação do banco. É uma chatice de meio segundo que também o protege: uma transação autenticada é muito mais difícil de contestar.

No sistema que usa para reservas, confirme que:

  1. O sinal é pedido e cobrado antes de confirmar a reserva, com as condições de cancelamento aceites no mesmo passo.
  2. O saldo pode ser cobrado online antes da chegada ou na receção, e em qualquer dos casos fica na mesma reserva.
  3. Cada recebimento gera fatura ou fatura-recibo sem que alguém a escreva à mão.

Devoluções e contestações

Mais tarde ou mais cedo um hóspede cancela dentro do prazo e há que devolver, ou contesta um débito junto do banco. As regras que evitam prejuízo:

Faturação: o que a Autoridade Tributária espera

Ponto que os parques por vezes esquecem quando mudam de sistema: o software com que fatura tem de estar certificado pela Autoridade Tributária, e os documentos emitidos são comunicados nos termos e prazos em vigor, com o ficheiro SAF-T quando aplicável. Se muda de programa, peça ao fornecedor o número de certificação e guarde-o com a contabilidade, em vez de o procurar no dia de uma inspeção.

E na fatura, duas coisas que evitam retrabalho: o NIF quando o hóspede o pede, pedido logo na reserva e não à saída, e a taxa municipal turística em linha separada, porque é receita do município e não do parque.

Ligar cada pagamento à sua reserva

O custo verdadeiro dos pagamentos electrónicos muitas vezes não é a comissão: é a manhã passada no fim do mês a casar um extrato bancário com um mapa em papel. A solução cabe numa frase: cada pagamento vive na sua reserva, não numa gaveta de talões.

O CampSuite cobra sinais e saldos com cartão, online e na receção, e guarda cada pagamento na respetiva reserva, com os hóspedes, os seus dados e as mensagens, no telemóvel. As faturas e os recibos saem da mesma reserva, uma devolução parte dali, e o relatório de recebimentos do dia e do mês diz-lhe o que entrou sem alinhar duas listas. As reservas do site e as que a receção anota vão para o mesmo planning, por isso um alvéolo nunca é prometido duas vezes. Tenha alvéolos, bungalows e glamping ou ambos, a lógica é a mesma.

Lista de verificação para esta semana

Com isto, a família do bungalow 12 paga em trinta segundos, ninguém discute comissões ao balcão, e o extrato do fim do mês tem uma explicação por linha. Para ver como o CampSuite mantém reservas, recebimentos e faturas no mesmo sítio, veja os preços ou fale connosco.