Um calendário de época com um dia assinalado e uma lista de verificação ao lado

Há um dia de agosto em que o vento muda, aparece uma coluna de fumo a poucos quilómetros e o telefone da receção começa a tocar. Nesse dia já não há nada a decidir: ou o parque tem um plano que toda a gente conhece, ou tem trezentas pessoas a perguntar ao mesmo tempo para onde devem ir. A prevenção de incêndios no parque de campismo faz-se em outubro e em março, com a mata limpa, os equipamentos verificados e um plano que o pessoal já ensaiou. Este artigo reúne o que deve ficar feito fora de época.

Faixas de gestão de combustível

A obrigação que mais custa e mais protege é a limpeza do terreno em redor das construções. A regra geral do sistema de gestão integrada de fogos rurais impõe uma faixa de gestão de combustível à volta de edificações, com o proprietário responsável pela execução, e um prazo anual que tem sido fixado para a primavera. Os prazos e alguns detalhes têm sido alterados ao longo dos últimos anos, por isso confirme com a câmara municipal do seu concelho as datas e o que é exigido no seu caso antes de contratar a máquina.

Na prática, para um parque de campismo isso significa três frentes: a envolvente dos bungalows e dos sanitários, a faixa junto à estrema com terrenos de mato ou pinhal, e o interior do parque, onde a acumulação de agulhas de pinheiro, ramos podados e caruma seca por baixo das árvores é combustível fino que arde depressa.

Programe o trabalho para o inverno e o início da primavera, quando há disponibilidade de máquinas e o terreno aguenta. Guarde a fatura e fotografe o antes e o depois. Se houver uma fiscalização ou uma ocorrência, essa pasta vale mais do que qualquer explicação.

Medidas de autoproteção e registo de segurança

O regime jurídico de segurança contra incêndio em edifícios obriga os estabelecimentos que recebem público a manter medidas de autoproteção, cujo conteúdo depende da categoria de risco atribuída. Consoante essa categoria, podem ser exigidos procedimentos de prevenção, um plano de prevenção, um plano de emergência interno, ações de formação e simulacros periódicos. Confirme com o projetista ou com a entidade que acompanha o seu processo qual é a categoria do seu parque, porque é ela que define o que lhe é exigido.

Seja qual for a categoria, mantenha o registo de segurança atualizado. É um dossiê simples com as verificações feitas, as anomalias detetadas, as intervenções de manutenção, as ações de formação e os relatórios dos simulacros. Um registo que só é preenchido na véspera de uma vistoria nota-se logo.

Equipamento verificado, não só instalado

Os extintores, as bocas de incêndio, a iluminação de emergência e a sinalização são a parte fácil de comprar e a parte fácil de esquecer. A verificação faz-se fora de época, com uma lista e com datas:

Anote quem verificou e quando. A pergunta que surge depois de uma ocorrência é sempre a mesma, e a resposta é sempre um papel.

O plano de evacuação tem de caber numa página

Um plano que só existe num dossiê de setenta páginas não funciona às três da tarde de um domingo. O que funciona é uma página com quatro coisas: quem dá o alarme, por onde se sai, onde é o ponto de encontro, e quem conta as pessoas.

Defina pelo menos dois pontos de encontro, em zonas abertas e afastadas de mato, e assinale-os no mapa que entrega ao hóspede na chegada. Defina também quem contacta o 112 e quem fica na entrada a receber os bombeiros, porque um portão fechado e um carro mal estacionado no acesso já custaram minutos a muita gente.

Depois ensaie. Um simulacro curto, no início da época, com o pessoal todo e sem avisar os hóspedes, mostra em quinze minutos o que dez reuniões não mostram: a chave que ninguém sabia onde estava, o megafone sem pilhas, a porta de serviço que abre para dentro.

Os hóspedes fazem parte do plano

A maior parte dos hóspedes não conhece o terreno nem fala português. Duas medidas simples resolvem quase tudo: um mapa do parque com as saídas e os pontos de encontro assinalados, entregue ou enviado com a confirmação, e uma linha no regulamento interno sobre fogo, grelhadores e fogareiros, com as regras que se aplicam em dias de risco elevado.

Nos dias críticos, comunique. Uma mensagem curta enviada a quem está no parque, a dizer que não se acende fogo e a recordar onde é o ponto de encontro, vale mais do que um aviso afixado na receção que ninguém lê. Em CampSuite as reservas, os contactos dos hóspedes e as mensagens estão num só sítio, também no telemóvel, e a lista de quem está no parque hoje está à vista, que é exatamente o que precisa de ter na mão quando é preciso contar pessoas. Veja como funciona em funcionalidades e o que custa na página de preços.

Lista para fora de época

Nenhum destes pontos é caro. O que é caro é descobrir em agosto que o extintor caducou em maio e que ninguém sabe quantas pessoas estão no parque. Se quiser ter as reservas, os hóspedes e as mensagens num só sítio, veja as soluções para parques pequenos ou fale connosco.