Ecopontos e um contador de água num parque de campismo

Em agosto o parque tem quatrocentas pessoas a tomar banho, a lavar loiça e a encher garrafas, e os contentores enchem-se todos os dias. Em setembro chega a fatura da água e a conta dos resíduos, e o gerente descobre que duas das maiores despesas do ano nunca foram medidas nem discutidas. Resíduos e água são as duas rubricas que quase todos os parques de campismo tratam como inevitáveis e que, com alguma organização, descem de forma visível. Aqui fica como montar uma e outra, e o que fazer quando o concelho impõe restrições.

Resíduos: separar é obrigação, não gesto simpático

A separação de resíduos deixou há muito de ser voluntária. Para um parque de campismo, que produz resíduos urbanos em quantidade semelhante à de um pequeno bairro em agosto, isto significa três coisas práticas:

Há ainda fluxos que não vão no indiferenciado e que um parque produz sempre: óleos alimentares usados do bar ou do restaurante, que têm circuito próprio, pilhas e lâmpadas, resíduos volumosos deixados por hóspedes que renovam a caravana, e resíduos de obras quando faz manutenção. Para cada um tenha um destino definido por escrito e guarde as guias de transporte, que são o documento que lhe pedem numa fiscalização.

Águas residuais: o que sai do parque

As águas residuais são o ponto onde um problema se torna caro depressa. Três situações a ter resolvidas:

  1. A ligação ao saneamento municipal, quando existe, com o contrato e a tarifa que lhe corresponde. Se o parque tem fossa, ela tem de estar licenciada e com um plano de limpeza e um operador identificado, não esvaziada quando cheira mal.
  2. A descarga das autocaravanas, se tiver área de serviço. Águas cinzentas e cassete têm pontos separados, e a descarga tem de estar autorizada. Um cliente a despejar a cassete numa sarjeta é, perante a autoridade, um problema seu.
  3. As gorduras do restaurante ou do bar, que exigem caixa separadora com limpeza periódica registada.

Água: medir antes de poupar

Ninguém reduz o que não mede. Um parque com um único contador à entrada sabe quanto gastou e não sabe onde. O caminho é sempre o mesmo:

Depois de medir, as poupanças que funcionam num parque, por ordem de retorno: temporizadores ou torneiras de fecho automático nos duches e lavatórios, redutores de caudal nos chuveiros, deteção e reparação de fugas na rede enterrada, rega por gotejamento e ao início da manhã, e cobertura na piscina para reduzir a evaporação. Nada disto exige obra grande e todas se pagam numa ou duas épocas.

Quando há seca e restrições

Em anos secos, a câmara ou a administração da região hidrográfica pode limitar consumos, proibir a rega, condicionar o enchimento de piscinas ou o uso de água para lavagens. Não é hipótese remota no sul do país e no interior.

O que convém ter preparado antes de precisar:

Ligar os consumos às dormidas

Tudo isto fica mais simples quando os números vivem no mesmo sítio. As dormidas de um período saem das reservas, e é com elas que se comparam os metros cúbicos e os contentores recolhidos. O CampSuite guarda cada reserva com os hóspedes e os seus dados num só sítio, no telemóvel, e o relatório de reservas e ocupação dá-lhe as dormidas por período sem contagens à mão, que é o denominador de que precisa. As reservas do site e as que a receção anota entram no mesmo planning, por isso o número é fiável. Num parque pequeno, onde não há um responsável de manutenção a tempo inteiro, é esta comparação simples que evita que uma fuga passe uma época inteira despercebida.

Lista de verificação para o fim da época

Duas contas que pareciam fixas passam a ser duas contas que se acompanham, e isso nota-se no resultado do ano sem tocar no preço ao hóspede. Para ter as dormidas e as reservas do parque num só sítio, veja os preços ou fale connosco.