Painéis solares no telhado de um edifício de apoio do parque

Há uma coincidência feliz na conta da eletricidade de um parque de campismo: o consumo é maior precisamente quando há mais sol. Bombas da piscina, arcas, ar condicionado nos bungalows, chuveiros, caravanas ligadas. Em dezembro o parque gasta pouco e em agosto gasta tudo, e é em agosto que um telhado com painéis produz mais.

Isso faz do autoconsumo uma das poucas decisões de investimento num parque em que a aritmética costuma dar razão a quem a faz. Mas tem de ser feita, e com os números do parque e não com os da brochura.

Comece pelo diagrama de carga, não pelo orçamento

Antes de pedir propostas, saiba o que gasta e quando. Não a fatura mensal: a distribuição ao longo do dia.

Esse último ponto merece uma tarde antes de qualquer investimento: mudar o horário da filtragem não custa nada. A parte de medir e repercutir aos hóspedes está em o artigo sobre a eletricidade por alvéolo.

Dimensionar para o que consome, não para o telhado

O erro mais caro é instalar a potência que o telhado permite em vez da que o parque consome durante o dia. A energia que produz e não usa vale muito menos do que a que substitui, porque o que poupa de verdade é o preço a que compra.

Três regras práticas:

  1. Dimensione pelo consumo diurno médio da época alta, não pelo pico de um dia.
  2. Trate a venda do excedente como um extra e não como parte do retorno. Se as contas só fecham contando com o excedente, não fecham.
  3. Deixe o armazenamento para a segunda fase. Baterias mudam a conta por completo e raramente se justificam na primeira instalação de um parque com consumo diurno forte.

O que é preciso registar e autorizar

Uma unidade de produção para autoconsumo está sujeita a registo ou a licenciamento junto da entidade competente do setor da energia, com um regime mais simples abaixo de determinadas potências e mais exigente acima. Os limiares e os procedimentos foram alterados mais do que uma vez nos últimos anos, pelo que não aceite o que lhe disserem de memória: confirme o regime aplicável à potência que vai instalar com a Direção-Geral de Energia e Geologia e exija ao instalador que o processo fique no contrato.

Além disso, verifique:

A conta do retorno, em cinco linhas

Com as propostas na mão, faça este cálculo e não aceite o que vem no folheto:

  1. Investimento total, com painéis, inversor, estrutura, quadro, mão de obra, processo e IVA.
  2. Produção anual realista para a sua orientação e inclinação, com as perdas, e não o máximo teórico.
  3. Parte dessa produção que consome no momento, que é a que vale o preço a que compra. Aqui é que o diagrama de carga faz diferença.
  4. Poupança anual, multiplicando essa parte pelo preço que paga, sem contar o excedente.
  5. Anos de retorno, dividindo. E depois subtraia a manutenção anual, a limpeza dos painéis e a substituição do inversor a meio da vida útil, que quase ninguém inclui.

Se o resultado estiver dentro da vida útil do equipamento com margem confortável, é um bom investimento. Se depender de aumentos futuros do preço da energia para fechar, não é um investimento, é uma aposta.

Medir depois, e não só prometer antes

Instalado o sistema, registe doze meses de dois números: energia produzida e energia comprada à rede. Compare com os doze meses anteriores, no mesmo período, corrigindo pelas dormidas vendidas, porque um verão mais cheio consome mais.

Esse ajuste pelas dormidas é o que distingue uma avaliação séria de uma impressão. O CampSuite guarda cada reserva com os seus hóspedes e os respetivos dados, o sinal e as mensagens num só lugar, também a partir do telemóvel, permite gerir alvéolos, alojamentos e glamping com preços próprios e dá os números de reservas, ocupação e receitas por período. Com isso, consegue pôr o consumo de cada mês ao lado das dormidas desse mês, em vez de comparar dois verões diferentes como se fossem iguais. O que está incluído pode ver em a página de funcionalidades, e o que significa num parque pequeno em a página de soluções. O resto da leitura anual está em o artigo sobre os números depois da época.

Lista antes de assinar

É um dos poucos investimentos num parque em que a sazonalidade trabalha a favor. Convém só que a conta seja feita com os seus números. Se quiser revê-la connosco, escreva-nos a partir de a página de contactos; os preços de cada plano estão em a página de preços.